120 dias é o prazo para início de projeto-piloto de geração de energia solar em hidrelétricas

Professor Resíduo
09:41:PM - 30/Mar/2015
120 dias é o prazo para início de projeto-piloto de geração de energia solar em hidrelétricas
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Flutuadores com placas solares já foram adotados na Europa e nos Estados Unidos

O Ministério de Minas e Energia pretende dar início, nos próximos 120 dias, aos testes do projeto-piloto de geração de energia solar em reservatórios de hidrelétricas. A ideia é ter uma política pública de financiamento para esses projetos na Região Sudeste, “no segundo semestre deste ano”, disse o ministro de Minas e Energia, Carlos Eduardo de Souza Braga,  na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

A nova tecnologia usa flutuadores com placas solares e já está sendo adotada na Europa e nos Estados Unidos. Segundo o ministro, a Europa não dispõe de grandes hidrelétricas. “Estão fazendo isso em pequenos reservatórios de água para usos múltiplos”.

A ideia do Brasil é testar a tecnologia nos grandes reservatórios. O primeiro deles será o da Usina Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, considerado por Braga o reservatório mais favorável, porque tem grande área alagada com reduzida geração de energia. “Temos uma ociosidade de subestação e de linhas de transmissão com circuito duplo. Nós vamos fazer lá os primeiros 350 megawatts (MW) testados”.

O ministério está em conversação com as Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronorte), subsidiária da Eletrobrás, que é proprietária da usina, tratando da questão da licença ambiental. A iniciativa requer também a constituição de uma sociedade de propósito específico com os detentores da tecnologia para dar início à experiência piloto.

O ministro Braga explica que o custo nos leilões de energia fotovoltaica tem ficado entre R$ 190 e R$ 210 o megawatt. A expectativa dele é que o custo da energia solar com os flutuadores fique um pouco mais alto, entre R$ 220 a R$250 o megawatt, em função do custo adicional dos flutuadores. “Esse é um projeto pioneiro, que nós precisamos testar”.

Segundo Braga, a vantagem é que a energia será captada dentro dos reservatórios, usando subestações e linhas que já existem. "Portanto, teremos uma resposta de geração muito rápida”

O ministro aposta que haverá ganho de eficiência e salientou que, só nos reservatórios da Região Sudeste, o potencial de produção de energia solar atinge 15 mil MW, dentro das hidrelétricas. "É mais que uma [Usina de] Itaipu para o Brasil”. A capacidade de geração em Balbina alcança 3 mil MW. O projeto-piloto será 350 MW.