Oito meses e Mariana ainda não tem impactos da tragédia completamente dimensionados

Professor Resíduo
10:00:AM - 29/Jun/2016
Oito meses e Mariana ainda não tem impactos da tragédia completamente dimensionados
(Foto: Felipe Dana/AP)

Estragos causados pelo rompimento da barragem da Samarco em Mariana, Minas Gerais

29/06/2016 | 10h00

Vídeo faz um "sobrevoo" sobre o Rio Doce poluído pela lama da Samarco.
O desastre em Mariana completará oito meses em julho. 

A SkyTruth, uma organização americana sem fins lucrativos que faz análise ambiental com imagens de satélite, publicou nesta semana um vídeo de um "sobrevoo" no Rio Doce. O vídeo simula a vista do Rio Doce usando imagens do Google Earth de antes e depois do rompimento das barragens da Samarco em Mariana, Minas Gerais.

Confira no vídeo abaixo ou na nossa página no Facebook.

O desastre em Mariana completará oito meses em julho. Os impactos ainda não estão completamente dimensionados. Sabemos que 19 pessoas morreram no rompimento da Barragem de Fundão, destruindo 82% do distrito de Bento Rodrigues. A barragem tinha 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Desses, 34 milhões foram parar no meio ambiente. A lama percorreu 663 quilômetros do Rio Doce e outros riachos até chegar ao oceano. Testes na água identificaram 14 tipos diferentes de metais pesados no rio. A pesca foi proibida, comprometendo o meio de vida de 1.249 pescadores.

Em março, o governo federal assinou um acordo com a Samarco e com as mineradoras Vale e BHP para reparar os danos. O acordo foi criticado pelo Ministério Público Federal. O texto prevê investimentos, por parte da Samarco, de até R$ 20 bilhões em 15 anos para atendimento às vítimas e recuperação das áreas atingidas.

Informações: Revista Época