Prefeitura de Bauru renova contrato com aterro privado de Piratininga

Professor Resíduo
12:15:PM - 03/Jun/2017
Prefeitura de Bauru renova contrato com aterro privado de Piratininga
Malavolta Jr.

No aterro sanitário em Piratininga, caminhões da Emdurb fazem depósito do lixo diariamente em local adequado a esta finalidade

03/06/2017 | 12h15

Lixo de Bauru continuará indo para Piratininga por mais 12 meses com renovação baseada nos mesmos valores praticados durante o primeiro ano

Enquanto ainda não inicia a Parceria Público-Privada (PPP) para a destinação e tratamento dos resíduos sólidos do município, Bauru seguirá levando o lixo para o aterro privado de Piratininga, gerido pela CGR Guatapará/Estre Ambiental, empresa que, inclusive, poderá participar da disputa pela PPP. O contrato foi firmado em 30 de maio de 2016 e, nesta semana, a Prefeitura de Bauru renovou por mais um ano com a empresa gestora do aterro.

Cada tonelada de lixo custa R$ 83,50 aos cofres municipais, sendo que, por dia, a cidade produz aproximadamente 300 toneladas, pagando R$ 625 mil por mês, totalizando R$ 7.515.000,00 ao final de um ano. Os valores seguem os mesmos no aditivo contratual assinado agora. "Renovamos o contrato pelo mesmo valor. Se eventualmente houver algum pedido de acréscimo por parte da empresa, isso será avaliado pelo Jurídico e pela Secretaria de Finanças", comenta o prefeito.

Durante o mês de maio do ano passado, na gestão do ex-prefeito, os resíduos começaram a ir para o aterro privado de Piratininga, através de contrato emergencial, e no final do mesmo mês foi concluída a licitação e assinado o contrato definitivo, que agora foi prorrogado pela prefeitura.

Desde que começou a levar o lixo para o município vizinho, a prefeitura sentiu o acréscimo de mais R$ 30 mil mensais com o pagamento da tarifa do pedágio existente na Rodovia SP-225 (Bauru-Ipaussu), em Piratininga, onerando a Emdurb, empresa municipal responsável pela coleta e transporte dos resíduos.

Até abril de 2016, Bauru levava o lixo para aterro próprio, gerido pela Emdurb, na região das Penitenciárias 1 e 2, mas o local foi interditado pela Cetesb.

A renovação com a CGR Guatapará já estava prevista pelo atual governo, conforme o JC noticiou no início do ano. Na ocasião, Gazzetta salientou que isso seria necessário, pois a cidade terá uma Parceria Público-Privada (PPP) para a destinação do lixo - o chamamento público das propostas do modelo a ser adotado deveria ter sido aberto em março, conforme previsão do próprio governo municipal, porém ainda não ocorreu.

A aposta na PPP é grande por parte do atual prefeito, tanto que não há previsão de construção de um novo aterro sanitário público, pois caso a parceria seja concretizada, a intenção é aumentar consideravelmente o volume de material a ser reciclado, em parceria com as cooperativas, garante o prefeito. Além disso, os resíduos orgânicos receberão um tratamento mais adequado, e apenas o rejeito final, em volume bem menor, precisará ser efetivamente aterrado, demandando uma área menor, inicialmente anexa ao antigo aterro de Bauru.