Lixões estão presentes nos 224 municípios do Piauí

Professor Resíduo
09:30:AM - 06/Jun/2017
Lixões estão presentes nos 224 municípios do Piauí
Henrique Guerra

06/06/2017 | 09h30

Atualmente em Teresina são recolhidos 17 mil toneladas de lixo por mês, com um gasto de R$6,5 milhões.

Na segunda-feira (5) é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, mas infelizmente, não há muitos motivos para celebrar esta data no Piauí, já que de acordo com a promotora do Meio Ambiente Maria Eugênia Bastos, este é um dos estados em que a realidade dos lixões é muito evidente.

“De uma forma geral, a relação dos nossos 224 municípios é longa e em todos existem lixões, poucos detém o aterro controlado em situação diferenciada ou melhor que as outras, mas a nossa situação é realmente gravíssima porque os lixões são uma realidade do nosso estado até hoje”, contou.

Com o aumento da população, há também um aumento na quantidade de lixo urbano nas grandes cidades e descarte dos resíduos sólidos acaba sendo feita de maneira inadequada. Para dar fim a esta realidade, foi criado em 2010 a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Esta medida foi um marco no setor ambiental porque exige dos municípios um cuidado eficiente com o lixo que pode ser retornável ou reciclável e com os rejeitos dos materiais que não podem ser retornáveis. No Brasil, 60% dos municípios brasileiros não cumprem os requisitos impostos pela lei e Teresina encontra-se nessa estatística.

Na capital piauiense apenas uma empresa limpa, recolhe e trata o lixo da capital, logística essa que a Prefeitura tenta mudar. Há 30 dias foi fechada a licitação do consórcio que vai dividir esses trabalhos entre três empresas. Atualmente são recolhidos 17 mil toneladas de lixo por mês, com um gasto de R$6,5 milhões.

O secretário executivo de Desenvolvimento Urbano Vicente Moreira explicou que no aterro de Teresina há o cuidado com diversos controles, mas que ainda assim existe uma preocupação pelo local não ter sido construído da forma correta.

“Nós temos uma grande massa de resíduos ainda colocados em áreas que ainda não tem impermeabilização com a manta. O nosso aterro é o que a gente chama de aterro controlado, onde a gente tem todos os tipos de controle, mas infelizmente esse aterro foi iniciado sem ter a impermeabilização do solo e não dá para fazer isso agora. Então mesmo que sejamos remanejados, ainda teremos que ficar operando esse aterro por muito tempo por conta da massa de resíduos que existe aqui ainda”, falou.

Para a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, crianças da rede pública de municipal participaram de uma aula ao ar livre no Parque Lagoas do Norte. De acordo com a coordenadora do local Viviane Bandeira, praticar é uma forma simples e eficaz de ensinar.

“Nós estamos plantando cidadania, porque nessa idade as crianças estão ainda numa fase muito concreta, então não adianta você apenas falar, elas precisam vivenciar para poder internalizar e aprender, levando para a vida e reproduzindo na família de forma que a gente crie uma geração de cidadãos mais conscientes”, disse.