São Bernardo: cooperativas vivem crise sem reciclagem do lixo

Professor Resíduo
02:30:PM - 05/Jul/2017
São Bernardo: cooperativas vivem crise sem reciclagem do lixo
METRO ABC

Trabalhadores correm risco de ser despejados

05/07/2017 | 14h30

Com ecopontos ainda fechados e os caminhões da coleta seletiva realizando poucas viagens, as cooperativas de triagem do lixo reciclável de São Bernardo veem sua renda cair drasticamente.

No maior galpão da cidade, no bairro Cooperativa, os 66 empregados têm expediente apenas uma vez por semana, conta a diretora da cooperativa local, Viviane Conceição Souza. “Trabalhamos no máximo duas vezes na semana porque não tem material. Antes recebíamos até oito caminhões por dia e nas últimas três semanas chega apenas um”, afirmou.   

A cooperativa do bairro Alvarenga também vive problema semelhante. Os quatro lotes de reciclável que chegavam diariamente se tornaram apenas um. “Neste mês não vamos conseguir nada de renda porque não recebemos caminhões. A gente está trabalhando com o que tinha acumulado”, disse uma cooperada que não quis se identificar. Ela é ex-catadora do lixão do Alvarenga, como a maior parte dos 40 trabalhadores do local.

As cooperativas são responsáveis por separar o material que pode ser reciclado. A renda mensal dos empregados é resultado da venda deste material. Além da redução do lixo que chega, as cooperativas vivem o risco do despejo dos galpões que ocupam. O aluguel não tem sido pago pela SBC Valorização de Resíduo.

Um impasse judicial entre a empresa e a prefeitura resultou no fechamento dos ecopontos e na falta de regularidade da coleta seletiva porta a porta. A empresa não recebe repasses desde janeiro porque a gestão municipal diz ter encontrado problemas no contrato.