Com coleta seletiva, cidades da Grande Florianópolis reduzem produção de lixo comum

Professor Resíduo
04:30:PM - 18/Aug/2017
Com coleta seletiva, cidades da Grande Florianópolis reduzem produção de lixo comum
Divulgação/PMAC/ND

Caminhões recolheram mais de 33 toneladas de materiais recicláveis na cidade de Antônio Carlos

18/08/2017 | 16h30

Antônio Carlos e São Pedro de Alcântara mostram que é possível mobilizar a comunidade a partir da educação ambiental

Seja qual for o tamanho da cidade, o destino do lixo produzido sempre é uma preocupação e um problema a ser resolvido pela administração municipal. Nas áreas rurais, o desafio é ainda maior. Na Grande Florianópolis, as cidades de Antônio Carlos e São Pedro de Alcântara podem ser consideradas verdadeiros exemplos de como a coleta seletiva de materiais recicláveis pode ajudar a diminuir o uso dos aterros tradicionais. A eficiência dos dois programas tem como ponto de partida o trabalho de conscientização ambiental feito nas escolas municipais.

Entre junho e julho, Antônio Carlos recolheu 33 mil quilos de plásticos, papéis e papelões, segundo balanço divulgado pela Coopervat Coleta Seletiva. É quase 18% de todo o lixo que a cidade produziu. Como se cada um dos mais de 7 mil habitantes tivesse separado, em um mês, 5 quilos de recicláveis. “Além do benefício ao meio ambiente, ajuda a reduzir o gasto com o destino do lixo comum. Esse ano ainda reduzimos o valor pago ao mês, renegociando o contrato com a cooperativa”, disse o prefeito Geraldo Pauli (PMDB). Segundo ele, também foi aumentado o percurso feito pelo caminhão de coleta e implantados ecopontos nas áreas mais distantes.

Na vizinha São Pedro de Alcântara, o volume de recicláveis chegou a 14 mil quilos no mês passado. Com cinco mil habitantes, se a população produz a média diária de lixo de 0,8 kg, significa que 11% dos materiais estão sendo reciclados. A cidade faz coleta duas vezes por semana. “Estamos reduzindo a coleta de lixo tradicional, com a ajuda da conscientização da comunidade”, diz o secretário de Meio Ambiente, Amarildo José Stahelin.

Escolas ensinam a separar materiais e a produzir adubo 
O prefeito de Antônio Carlos diz que o município gasta R$ 700 mil por ano com a coleta e a destinação do lixo. Ele pretende continuar apoiando não apenas a coleta seletiva, mas também a conscientização dos estudantes. No município, aulas especiais mostraram aos estudantes como o lixo deve ser separado e que benefício isso traz ao meio ambiente. “Está sendo orientado inclusive o aproveitamento do material orgânico, nas hortas e na agricultura familiar”, continua.

O presidente da Coopervat, Marcel Paulino, avalia que a participação das áreas rurais das duas cidades tem sido fundamental e parte justamente da educação que as crianças estão recendo nas escolas. “Fazemos também a nossa parte, com a sonorização nos caminhões e a panfletagem, mas o apoio das escolas e das prefeituras tem sido fundamental”, complementou. Os recicláveis são levados à Tijucas, onde membros da cooperativa fazem a última triagem e separação.

Fonte: Notícias do Dia