SP: Osasco gasta R$ 100 mil por dia para transferir lixo

Professor Resíduo
04:30:PM - 23/Aug/2017
SP: Osasco gasta R$ 100 mil por dia para transferir lixo
Marquise Ambiental

23/08/2017 | 16h30

Após divulgação que existem dois aterros sanitários irregulares na Grande São Paulo, Justiça determina interdição na cidade vizinha. 

Após ter sido revelado que existem dois aterros sanitários irregulares na Grande São Paulo, de acordo com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), um deles, o de Osasco, foi interditado pela Justiça.

Com a interdição, o município está desde sábado depositando o lixo da cidade na vizinha Caieiras, a um custo diário de R$ 100 mil.

De acordo com o despacho do juiz havia "riscos de escorregamento do material depositado, com possibilidade de soterramento da população lindeira ao aterro sanitário".

A decisão judicial que determinou a interdição suspende uma liminar que mantinha o aterro aberto e deverá ser julgada agora pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Com ela, abre-se mais um capítulo no embate entre a Cetesb e a Prefeitura de Osasco.

Em abril, a companhia ambiental solicitou a interdição do aterro, por ele estar operando de maneira irregular. Mas, logo em seguida a gestão local conseguiu, por força de medida liminar judicial, voltar a operá-lo normalmente.

"A Cetesb entrou com recurso e obteve a suspensão da liminar tendo o juiz concedido prazo de 30 dias para os responsáveis se adequarem", disse a companhia. "Como não cumpriram a exigência, o aterro voltou a ficar automaticamente interditado a partir do dia 19, sábado passado."
O município questiona a decisão e afirma que vai recorrer. 

Moradores vizinhos relatam problemas com os gases e sonham com o fechamento definitivo do Aterro Sanitário de Osasco.
Os moradores afirmam ainda que são comuns por ali os problemas de saúde decorrentes dos gases que emanam do depósito de lixo.