Segundo dados do IBGE, grande parte da população vive em péssimas condições

Professor Resíduo
11:30:AM - 21/Dec/2017
Segundo dados do IBGE, grande parte da população vive em péssimas condições

21/12/2017 | 11h30

Apenas 23,9% da população vivem bem em áreas urbanas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quarta-feira (20) mais um retrato do Brasil. Desta vez, sobre as condições de vida nas maiores cidades brasileiras.

Cidades grandes e problemas imensos. Morar em centros urbanos não dá garantia de coleta de lixo, ou tratamento de água e esgoto. O retrato traçado pelo IBGE mostra um país de muitos necessitados.

Apenas 23,9% da população vivem bem em áreas urbanas. Ou seja, contam com boas condições de moradia, nível de escolaridade e rendimento mensal adequado, mas a precariedade atinge a maioria.

Três em cada quatro moradores de centros urbanos vivem em más condições de vida. Isso significa 72,5 milhões de cidadãos.

A Região Sul é a que possui a maior parcela de moradores em boa situação. E Brasília, no Centro-Oeste, tem a maior concentração de pessoas com ótimas condições de vida.

Já os nortistas e nordestinos, têm as piores condições, com renda mensal média de R$ 217. Nove capitais do Norte e Nordeste não possuem população em áreas consideradas ricas.

“É um país grande e desigual. E a gente consegue ver nessas maiores cidades brasileiras as diferenças isso é muito importante para direcionar políticas públicas”, explica Marcelo Neri, pesquisador da FGV.

O Rio de Janeiro simboliza bem esses contrastes. Está tanto entre os centros urbanos com as melhores condições, quanto entre os que apresentaram péssimas ou baixíssimas condições de moradia.

O lote mostrado na reportagem fica na zona oeste do Rio, distante mais ou menos 30 quilômetros do centro da cidade. Nele vivem oito famílias em casas separadas e representam essa condição de vida difícil mostrada pelo IBGE. Apenas duas famílias têm acesso à internet. O restante tem a renda que mal dá para alimentar filhos e netos.