Alagoas destina 57,1% dos seus resíduos sólidos para o lixão, aponta estudo

Professor Resíduo
08:30:AM - 27/Dec/2017
Alagoas destina 57,1% dos seus resíduos sólidos para o lixão, aponta estudo
(Foto: Jonathan Lins/MP-AL)

Prefeituras têm encerrado atividades em lixões, mas número ainda é alto no estado

27/12/2017 | 08h30

Estado tem o segundo pior índice do país. Para mudar esse cenário, municípios se comprometeram a encerrar os lixões até abril de 2018.

Um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) aponta que o estado de Alagoas destina 57,1% dos seus resíduos sólidos para o lixão. A informação foi divulgada na sexta-feira (22).

Em relação a outros estados do Brasil e o Distrito Federal, Alagoas é a segunda unidade da federação que mais destina resíduos sólidos para o lixão. O pior é Rondônia (80%). São Paulo é o mais bem colocado (9,1%).

Segundo a pesquisa, Alagoas gera cerca de 3 toneladas de lixo. Deste montante, 596 kg não vão para a coleta, ou seja, têm destino inadequado.

O restante, que corresponde a 2,5 toneladas, vai para os aterros sanitários (4,2%), para aterros controlados (38,7%) ou para o lixão (57,1%).

Os aterros sanitários são os locais corretos para a destinação, já que possuem preparação do solo, o que provoca menos danos ao meio ambiente. Já os aterros controlados não têm os mesmos cuidados, mas seu espaço é delimitado. Os lixões, por sua vez, são inapropriados.

Tentando modificar esse cenário, as prefeituras do estado têm traçado planos para dar fim aos lixões, o que deveria ter acontecido em 2014. Para os prefeitos, problemas com burocracia e falta de financiamento federal impediram a extinção do problema.

No começo deste mês de dezembro, os municípios assinaram um Termo de Acordo com o Ministério Público se comprometendo a encerrar os lixões até abril de 2018.