PR: Prefeitura de Pinhão cria estratégias para gestão dos resíduos sólidos

Professor Resíduo
10:30:AM - 16/Jan/2018
PR: Prefeitura de Pinhão cria estratégias para gestão dos resíduos sólidos
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16/01/2018| 10h30

Paralelo a viabilização do aterro, prefeitura cria programa para incentivar reciclagem e diminuir volume destinado ao transbordo.

O município de Pinhão/PR trabalha para viabilizar a construção e operação de um aterro sanitário licenciado no município. As obras estão em andamento. Além disso, outras ações estão sendo realizadas na gestão dos resíduos. Em dois meses a expectativa é economizar R$ 40 mil por mês, além de dar uma destinação mais racional aos resíduos e gerar trabalho e renda no município.

Atualmente, a cidade não tem local próprio adequado para destinar os resíduos sólidos urbanos. O que é coletado nos domicílios vai para uma unidade de transbordo. A destinação final é realizada por uma empresa de Chapecó, em Santa Catarina. O custo dessa operação de transbordo é considerado alto pela prefeitura: R$ 213 a tonelada. Isso sem contabilizar a coleta, que é feita pelo município.

Essa situação ocorre porque em 2016 um lixão, que estava totalmente fora das normas, foi embargado. A prefeitura já trabalhava para encontrar uma área e construir um aterro.

Mas, com o embargo, precisou licitar uma empresa para fazer o transbordo, pelo menos até que a situação se resolva.

O Secretário de Meio Ambiente, Urbanismo e Habitação do município, Walter Israel da Silva, explicou que no início do ano passado o município conseguiu resolver um impasse com um particular, resolvendo um problema de acesso ao local do novo aterro. Isso permitiu que as obras fossem realizadas.

As ações precisam ser feitas não somente pela questão econômica, mas pela necessidade que o município tem de se adequar as normas.

Além do aterro, é preciso desenvolver ações para cumprir as políticas nacionais de resíduos sólidos, obrigações de todas as cidades.

Nesse sentido foi criado o programa Vale Feira para incentivar a reciclagem. Moradores que pagarem a taxa de lixo em dia fizerem a reciclagem e se cadastrarem na prefeitura terão o dinheiro pago na taxa de lixo devolvido em ‘Bufunfas’, um crédito que pode ser usado em compras na feira da agricultura familiar do município.

Também foi assinado um contrato com a Associação Mãos Amigas, que vai fazer a triagem e a compostagem na cidade. Com isso, só ira para o aterro o inservível.

Com essas ações, em dois meses a prefeitura espera estar economizando R$ 40 mil ao mês.

A prefeitura afirma ter gastado cerca de R$ 300 mil e deve investir mais R$ 100 para finalizar as obras de adequação.

Pela política nacional de resíduos sólidos todos os municípios devem dar destinação correta aos resíduos. Mas, além disso, os cidadãos e empresas devem se responsabilizar pelo seu próprio lixo.