Capital prepara plano de saneamento

Professor Resíduo
10:30:AM - 03/Mar/2018
Capital prepara plano de saneamento
(Foto: Roni Carvalho/Diário da Amazônia)

Centenas de pessoas trabalham diariamente no lixão municipal onde é despejado o lixo doméstico coletado na capital

03/03/2018| 10h30

O Município usará verbas de compensação ambiental para elaborar o plano.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determinou que todas as cidades brasileiras devem substituir lixões por aterros sanitário, até o dia 31 de julho deste ano, mas, de acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Porto Velho não conseguirá cumprir o prazo previsto. Segundo ele, o principal motivo para o descumprimento é que a cidade não possui Plano Municipal de Saneamento Básico.

Como tentativa para contornar a situação, o prefeito propôs transformar os recursos de compensação ambiental que seriam destinados à construção do aterro na contratação de serviços especializados para execução do Plano Municipal de Saneamento Básico. “A Agência de Desenvolvimento fez essa análise junto à Santo Antônio Energia e localizou recursos financeiros em torno de 4 milhões de reais. Nós fizemos uma reunião no Rio de Janeiro com representantes da Santo Antônio Energia e Ibama e apresentamos a proposta e ela foi aceita”, disse o secretário municipal de Meio Ambiente.

O próximo passo, segundo o secretário, é a regulamentação do projeto em um processo que dura até 45 dias. Na sequência a Santo Antônio Energia contratará uma empresa para fazer um mapeamento em todo o município, distritos e localidades para elaboração do Plano, que deve ser entregue até a data determinada pela PNRS, 31 de julho.

Alinhado a isso também é prevista a transformação do lixão em um aterro sanitário controlado e a contratação da empresa que ficará responsável pelo novo aterro sanitário de Porto Velho pelos próximos 30 anos, em média. “Entre as diferenças entre um aterro sanitário e um aterro controlado podem ser destacadas que no controlado ainda há presença de catadores de lixo e conseguimos apenas minimizar a presença de animais, enquanto no aterro sanitário os catadores ficam num galpão que é construído especificamente para eles e não tem a presença de animais”, pontuou o secretário.

Atualmente a empresa Marquise é a responsável por executar a coleta do lixo em Porto Velho, com aproximadamente 19 mil toneladas de resíduo domiciliar sendo jogadas mensalmente no Lixão da Vila Princesa. Entre as associações de catadores na cidade aproximadamente 600 pessoas, diariamente, trabalham em contato com 400 toneladas de lixo domiciliar.