São Ludgero é 1ª cidade de SC a tratar 100% do esgoto da área urbana e rural

Professor Resíduo
11:00:AM - 31/Mar/2018
São Ludgero é 1ª cidade de SC a tratar 100% do esgoto da área urbana e rural

31/03/2018| 11h00

Município investiu cerca de R$ 1 milhão para construir sistema de tratamento de esgoto individual em 600 propriedades rurais.

São Ludgero, no Sul catarinense, tornou-se a primeira cidade catarinense a tratar 100% do seu esgoto das áreas urbana e rural. O município investiu cerca de R$ 1 milhão para construir um sistema de tratamento individual em 600 propriedades rurais.

É uma obra que não está visível aos olhos da população, mas que vai fazer a diferença para a qualidade de vida dos 13 mil habitantes de São Ludgero. Há 12 anos atrás, a realidade era outra.

"Na maioria das propriedades, nas 600 propriedades rurais do município, eram sistema simples. Sistema de fossa", explicou o gerente regional da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Gustavo Gimi Claudino.

Tratamento para a área rural
No final do ano passado, a rede de tratamento da área urbana foi concluída. Mas ainda faltava tratar o esgoto das áreas mais afastadas do centro. "O Samae [Serviço   Autônomo Municipal de Água e Esgoto] realizou várias análises, em que deu que quase 90% de suas fontes estavam contaminadas", afirmou a diretora do Samae de São Ludgero, Judite Schurohff.

Sistema
O sistema instalado em todas as propriedades de São Ludgero funciona em três etapas. Dois tanques que fazem a decomposição e separação dos resíduos sólidos e um terceiro funciona como um filtro.

A água do filtro vai para um terreno cheio de plantas. A água da máquina de lavar e da pia da cozinha também vai para o mesmo local.

As plantas funcionam como um filtro natural. Elas recolhem toda a umidade do solo e não deixam nada escorrer para o rio. "Essa eficiência tem atingido de 90% a 95% já de pureza nessa água", declarou a engenheira agrônoma Juliana Duarte.

Para os moradores, a única responsabilidade agora é fazer a limpeza do sistema a cada dois anos.

Informações: G1