Baixada Santista reciclou mais de 3 mil ton no 1º trimestre

Professor Resíduo
11:00:AM - 16/Apr/2018
Baixada Santista reciclou mais de 3 mil ton no 1º trimestre
Foto: Rodrigo Montaldi/DL

Baixada Santista reciclou mais de 3 mil ton no 1º trimestre

16/04/2018| 11h00

Quase metade desse total vem da reciclagem de Santos, que possui a lei Recicla Santos

No primeiro trimestre deste ano, as nove cidades da Baixada Santistas reciclaram, juntas, mais de três mil toneladas de lixo. Quase metade disso vem da reciclagem de Santos, que possui a lei Recicla Santos.

De acordo com estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), responsável por realizar o Plano Regional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, a região não terá mais lugar para descartar o lixo em 2019. Serão quase 640 mil toneladas sem destinação definida. O aproveitamento dos recicláveis é uma das soluções para diminuir os resíduos sólidos da Baixada Santista.

Em julho de 2017, a lei Recicla Santos entrou em vigor e, segundo a Prefeitura, já trouxe significativos resultados. No primeiro trimestre deste ano foram coletados 1.774 ,64 toneladas de lixo.

Em Cubatão, são encaminhadas cerca de 50 toneladas/mês de material reciclável porta-a-porta para o galpão de triagem. De acordo com a Administração Municipal, essa quantidade representa 2,4% dos resíduos domiciliares coletados. “Por ano, são 600 toneladas de material reciclável, quantidade que tem se mantido constante”, informa a Prefeitura.

O material é triado pela Associação Beneficente de Catadores de Material Reciclável da Baixada Santista - ABC Marbas e vendido a empresas recicladoras.

A Prefeitura de Guarujá, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, informou que a coleta seletiva atende cerca de 450 endereços do município.
Mensalmente, são recolhidas cerca de 190 toneladas de resíduos recicláveis em Guarujá. A lei 4486/2017 instituiu o serviço público de coleta seletiva na cidade.

“Estamos implementando estações de sustentabilidade em pontos estratégicos do município, que funcionam como um ponto de entrega voluntária de resíduos recicláveis”, comenta a Secretaria de Meio Ambiente de Guarujá.

Bertioga realiza o serviço de coleta e triagem do material reciclável pela Cooperativa de Catadores. Além da coleta nos bairros, a cidade possui diversos pontos fixos. No primeiro trimestre, 201,81 toneladas de lixo foram recicladas.

A coleta seletiva não passa no bairro da moradora Camila de Souza, mesmo assim ela faz a sua parte. “Eu separo os recicláveis e levo para o serviço. Lá eles também separam o material e enviam para a cooperativa da cidade”, conta.

Em casa, Camila também separa a matéria orgânica e coloca em sua composteira caseira. “Meu marido se cadastrou em um projeto estadual e ganhamos a composteira e todo material necessário”, comenta. De acordo com ela, essas ações ajudam a diminuir a quantidade de lixo.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente de São Vicente, foram coletadas 329 toneladas de recicláveis nos três primeiros meses de 2018. Apesar de não haver uma lei que disponha sobre o assunto, um projeto está sendo elaborado e, em breve, deve ser apresentado.

Em Praia Grande, a coleta seletiva recolheu 133 toneladas de recicláveis no primeiro trimestre. De acordo com levantamento da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, a quantidade de pessoas que reciclam tem aumentado. “Em 2017 foram registrados 44,635 usuários, contra 26,625 pessoas utilizando o local em 2016”.

Além da coleta, a Cidade conta com 12 Ecopontos e a intenção da Prefeitura é que todos os bairros recebam um equipamento. Os locais possuem caçambas para o depósito de materiais como plástico, vidro, madeira, podas de árvores e pequenas quantidades de entulho.

Nos ecopontos, foram coletados 87 mil toneladas de pneus, 94 mil ton de materiais recicláveis, 355 mil ton de madeira, móveis e outros resíduos e  mil litros de óleo vegetal de cozinha.

Mongaguá realiza a coleta seletiva por meio da cooperativa de catadores Coopemar. Ao longo do primeiro trimestre foram recolhidas 82 toneladas de lixo reciclável. O município dispõe de leis que dispõe sobre a coleta seletiva de lixo seco reciclável.

A Coopersol Reciclando trabalha em parceria com Itanhaém para realizar a coleta seletiva. O município fornece toda a estrutura logística de transporte, assim como o galpão para o serviço de triagem e comercialização dos recicláveis.

Mensalmente, Itanhaém recicla entre 16 e 17 toneladas de resíduos. “A Lei Municipal nº 3.308, de 19 de abril de 2007, institui o ‘Programa de Coleta Seletiva e Inclusão Social dos Catadores e seu Conselho Gestor’. E a Lei Municipal nº 3.758, de 18 de maio de 2012, autoriza cooperativas de reciclagem, associações de catadores e ONGs, a instalar conteiners ou contentores gerais para coleta seletiva do lixo”, informa a Prefeitura.

Já em Peruíbe, a coleta seletiva funciona em regime de programa piloto com um Galpão de 300m² para a triagem, enfardamento, pesagem e expedição. A Prefeitura disponibiliza um caminhão com motorista e combustível para a Associação de Recicladores Garça Vermelha que reciclam aproximadamente cinco toneladas/mês, trabalhando principalmente com papelões, Pet e metais não ferrosos.

Informações: http://www.diariodolitoral.com.br