16 de maio: dia do gari. Um profissional quase invisível

Professor Resíduo
09:00:AM - 16/May/2018
16 de maio: dia do gari. Um profissional quase invisível

16/05/2018| 09h00

Hoje é Dia do Gari. A palavra gari é uma homenagem ao empresário francês Aleixo Gary, que se destacou na história da limpeza da cidade do Rio de Janeiro. Em 11 de outubro de 1876, ele assinou um contrato com o Ministério Imperial para organizar o serviço de limpeza da cidade, que incluía a retirada de lixo de casas e praias e o transporte para a Ilha de Sapucaia, atual bairro Caju. Seu contrato venceu em 1891 e seu primo Luciano Gari o substituiu. A empresa acabou em 1892 e foi criada a Superintendência de Limpeza Pública e Particular da Cidade.

No ano de 1906, o órgão tinha somente 1.084 animais de carga para trabalharem na coleta das 560 toneladas de lixo. A partir dessa data, teve início a coleta de lixo com equipamentos mecânicos.

O dia do gari foi instituído, através da Lei 212, de 31/10/1962, sancionada pelo então Governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda. A primeira comemoração ocorreu em 16 de maio de 1963. A decisão visava prestar reconhecimento à árdua, perigosa e difícil missão daqueles que integram o Departamento de Limpeza Urbana.

Os garis são os profissionais da limpeza pública que recolhem o lixo das moradias, edifícios comerciais e residenciais, além de varrer as ruas e também cuidar da capina. Eventualmente também trabalham no desentupimento de bocas-de-lobo e na desinfecção de ruas.

Faça sol ou chuva, diariamente os garis estão nas ruas recolhendo o lixo que se produz diariamente e enfrentam várias dificuldades para realizarem as atividades. Passam muitas vezes despercebidos, sofrendo preconceitos, indiferenças e até humilhações, apesar de tão necessários.

Cada gari tem uma história para contar. Exemplo é o caso do ex-catador de lixo, Dorival Gonçalves Santos Filho, 35 anos, hoje, doutor em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que aprendeu a ler em casa com a ajuda da mãe e por meio dos livros que achou no lixo.

Dorival cresceu em meio ao lixão, onde trabalhava com a família, e trilhou um caminho diferente das estatísticas da periferia.

O Professor Resíduo Sólido do Brasil parabeniza todos esses profissionais tão importantes e muitas vezes invisíveis pela sociedade.