Países destacam experiências bem-sucedidas de descarte correto de lixo

Professor Resíduo
10:00:AM - 07/Jun/2018
Países destacam experiências bem-sucedidas de descarte correto de lixo
Governo Federal

Renata Lordello apresentou lições aprendidas em 10 anos de trabalho contra a destinação errada do lixo

07/06/2018| 10h00

No primeiro dia do Congresso Internacional Cidades Lixo Zero, representantes ressaltaram resultados obtidos com trabalhos variados de conscientização com a população local sobre geração e descarte corretos de resíduos

Estimular mudanças de hábitos para incentivar atitudes mais sustentáveis no consumo e no descarte. Essa questão está no centro das discussões do Congresso Internacional Cidades Lixo Zero, que começou nessa terça-feira (5), em Brasília, e vai até, hoje, quinta-feira (7). No primeiro dia, representantes de países onde iniciativas já deram resultados contaram suas experiências.

República Dominicana
Na região de Cibao, na República Dominicana, por exemplo, entre 2008 e 2018 conseguiu-se eliminar 85% do lixo. De acordo com Renata Lordello, representante do país no congresso e membro da ONG Heróis do Meio Ambiente, a experiência nesses 10 anos de trabalho contra a destinação errada do lixo produzido por lá possibilitou que algumas lições fossem aprendidas. São elas:
•    É preciso empoderar o cidadão, permitindo que a comunidade perceba que faz parte da mudança em busca de meio ambiente equilibrado e sustentável;
•    A sociedade civil precisa estar próxima do governo local, em diálogo com o objetivo do bem comum;
•    A destinação correta do lixo e o fim do desperdício são fruto de trabalho colaborativo;
•    A sustentabilidade e a necessidade de se refletir sobre o lixo produzido devem ser temas trabalhados em sala de aula, fazendo parte da rotina escolar;
•    O consumo de novos bens deve ser, na medida do possível, substituído pela reutilização daquilo que ainda pode ser aproveitado;
•    Os avanços relacionados ao fim do desperdício, às responsabilidades de empresários e à destinação dos produtos descartados precisam estar em legislação do país

Bogotá
Já em Bogotá, na Colômbia, a iniciativa Lixo Zero busca: evitar novos lixões, conscientizar de que aquilo que não se pode reciclar não deve ser produzido. "É necessária uma formação mínima na área de educação ambiental", alertou Sandra Pinzón, diretora executiva da Zero Waste Colômbia.
Califórnia
Na região mais populosa dos Estados Unidos, o cidadão recebe 5 centavos por lata devolvida. A responsabilidade pelo lixo é partilhada entre governo, empresários e sociedade e busca-se conscientizar pelo fim dos plásticos de uso individual, como aqueles que envolvem talheres em restaurantes. "No meu estado, as laranjas menores, as maçãs com formato diferente são descartadas. Há excesso de produtos descartados nas casas. Resolvemos encarar e entramos em contato com produtores para doação desses itens", contou Leslie LuKacs, diretora executiva da Zero Waste California.

Hernani
No município espanhol, em apenas oito anos, desde o início da mudança, alcançou-se taxa de 80% na reciclagem. "O calendário de coleta foi levado à comunidade por
meio de comunicação, para que compreendam o papel de cada cidadão", explicou o prefeito Luis Intxauspe. Áreas públicas têm espaços para pendurar sacolas com diferentes tipos de lixo e recolher óleo usado na cozinha. A cidade ainda empresta pratos, talheres e copos para que eventos não precisem utilizar descartáveis. 

Reino Unido
Mal Willians, diretor executivo da Zero Waste País de Gales, foi além dos exemplos, que passam por abandonar o desperdício e conscientizar jovens e adultos. Para ele, toda a questão dos resíduos produzidos pelos seres humanos é um erro. E a questão é corrigir esse erro. "Cada um de nós tem uma escolha ao segurar um material: depositar como lixo, e matá-lo, ou encaminhar ao lugar correto. O poder está com o indivíduo", pontuou.  

Fonte: Governo do Brasil