Brasil tem quase 3 mil lixões ou aterros irregulares, diz levantamento

Professor Resíduo
12:00:PM - 21/Jul/2018
Brasil tem quase 3 mil lixões ou aterros irregulares, diz levantamento
http://amenoticias.com.br

21/07/2018| 12h00

A lei existe, mas apesar disso os lixões, vazadouros funcionam normalmente.

Lixões impactam a qualidade de vida de 77 milhões de brasileiros.

O Brasil ainda despeja 30 milhões de toneladas de lixo por ano, de forma inadequada, expondo os cidadãos ao risco de doenças. E isso apesar da lei que determinou o fim dos lixões.

Em nosso cotidiano é tal de corta, descasca, abre a embalagem, joga fora os restos, espreme, corta mais, descasca mais, abre outra embalagem. Quantas vezes você imagina que essas cenas se repetem por dia nos lares brasileiros? Como na sua casa. Depois de preparar o almoço da família, ela coloca o lixo para fora.

Na Bahia, o recorde é no número de lixões, o maior do país: são mais de 300 vazadouros em situação irregular.

Em Brasília só tem um lixão este fica a 20 quilômetros do centro da capital do país, que recebe quase 80% do lixo produzido no Distrito Federal.

Em São Paulo, o estado mais populoso e rico do Brasil, a maior parte do lixo vai para o lugar certo: os aterros sanitários. Apesar disso mais 14 mil toneladas de resíduos sólidos ainda vão para lixões diariamente.

Em um dos maiores lixões do estado do Rio de Janeiro, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, tem uma extensa área coberta de lixo e entulho nas proximidades da Baía de Guanabara e dos rios que atravessam a região. Todo esse despejo é irregular. Há ainda o agravante desse material ir se acumulando sobre a vegetação de mangue, que é protegida por lei.

De acordo com o levantamento inédito feito pela Abrelpe, Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública, o Brasil tem hoje quase 3 mil lixões ou aterros irregulares que impactam a qualidade de vida de 77 milhões de brasileiros.

“Num momento de crise, os municípios precisam ter a inteligência e a criatividade de dar uma solução para esta questão da gestão de resíduos sólidos, que é uma questão diária”, destaca o diretor presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho.

Sessenta e cinco por cento dos municípios não têm receita específica para cuidar do lixo, uma atribuição das prefeituras.

“Eu acho que cabe a cada gestor público um debate com a sua comunidade local mostrando a importância de se ter uma verba adequada para poder fazer a destinação final do lixo”, afirma o presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizette.

O Congresso Nacional está discutindo um novo prazo para acabar com os lixões no Brasil.

Informações: Globo.com, http://amenoticias.com.br