AP: Oiapoque sofre sem aterro sanitário

Professor Resíduo
01:30:PM - 03/Sep/2018
AP: Oiapoque sofre sem aterro sanitário
Girlane Duarte/Rede Amazônica

03/09/2018| 13h30

A Prefeitura de Oiapoque teve ganho de causa na Justiça em relação a construção de um aterro sanitário no município contando com apoio dos governos. A ação julgada e transitada passa agora para a fase de discussão entre os poderes. As questões dos resíduos sólidos são outros detalhes que se acopla no aterro sanitário para serem tratados em conjunto.

O prefeito de Oiapoque explicou que a construção do aterro sanitário é um conjunto de trabalho das três esferas de governo. Oiapoque, como outros municípios, não tem comandado essas questões. “Enquanto o Governo do Estado dispõe de técnicos, nós trabalhamos as questões do município e o governo federal repassa os recursos a partir do momento que os projetos sejam aprovados”.
 
Chegou-se a cogitar a possibilidade dos custos da obra serem incluídos nas compensações financeiras referentes a construção da ponte binacional e dos impactos dela decorrente. O projeto do aterro sanitário está preparado para ser enviado a Brasília para análise e aprovação. “Mas tudo isso custa tempo devido a burocracia e falta de recursos. Estamos trabalhando quatro anos nesse projeto. É preciso que o governo federal também tenha compromisso em ajudar o município”, frisou o Prefeito.

Como a ponte estaiada de 378 m sobre o rio Oiapoque segue o mesmo estilo da moderna Octávio Frias de Oliveira, de São Paulo, há necessidade de o município começar a se modernizar. E um desses passos está na destinação do lixo. Deverá acabar com o lixão, que é uma forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos, que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública.

No lixão não existe nenhum controle quanto aos tipos de resíduos depositados e quanto ao local de disposição dos mesmos. Nesses casos, resíduos domiciliares e comerciais de baixa periculosidade são depositados juntamente com os industriais e hospitalares, de alto poder poluidor. Existem ainda riscos de incêndios causados pelos gases gerados pela decomposição dos resíduos. Enfim, um quadro em desacordo com uma cidade fronteiriça.

Informações: AGazeta, http://www.amapadigital.net