Na contramão do Brasil, região reduz produção de lixo anual

Professor Resíduo
08:15:AM - 24/Sep/2018
Na contramão do Brasil, região reduz produção de lixo anual
Cidade do Rio

24/09/2018| 08h15

De acordo com o levantamento realizado pela por um impresso da região, diferentemente do que acontece no Brasil, os moradores da região de Araçatuba estão produzindo menos lixo. Segundo dados divulgados pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), no ano de 2016, 43 cidades da região produziram uma média de 595,91 toneladas de lixo por dia. Em 2017, esse número caiu para 592,48 t/l/dia. A redução foi de apenas 0,57%. Essa diferença na produção de lixo resultou em 368,43 toneladas a menos.

Na contramão da região, a geração total de resíduos sólidos urbanos no Brasil em 2017 foi de 78,4 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 1% em relação a 2016, passando de 212.753 toneladas por dia para 214.868 t/dia. Esse levantamento foi divulgado no Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, documento lançado pela Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais).

O levantamento mostra que cada brasileiro também produziu mais lixo em 2017 (378 kg por ano), volume que daria para cobrir 1,5 campo de futebol. A Abrelpe não especifica o motivo da redução do lixo na região de Araçatuba, mas atribui o aumento nacional à retomada da economia – com mais dinheiro, o brasileiro passou a descartar mais materiais.

O problema é que sete milhões de toneladas de resíduos, ou o equivalente a 6,1 mil piscinas olímpicas, tiveram destino impróprio. Na região, segundo a Cetesb, apenas em Murutinga do Sul o descarte de lixo ainda é considerado inadequado. Na cidade, o IQR (Índice de Qualidade de Resíduos) é um dos mais baixos do Estado (2,70). O IQR mais alto dentre as 43 cidades é Mirandópolis (9,82). Araçatuba, a cidade que mais produz lixo na região, ficou com IQR 8,80.

O IQR é calculado a partir de um questionário preenchido durante inspeções técnicas da Cetesb. Subdividido em três critérios, o índice reúne dados sobre as condições de localização, estrutura e operação dos aterros sanitários.

Esses dados são pontuados, e os aterros classificados em três categorias: entre 0 e 6 são considerados inadequados, ou seja, representam risco para a qualidade ambiental do solo e das águas; entre 6 e 8 situam-se como controlados, um meio termo para os que não possuem ainda as condições ideais, mas também não representam os mesmos riscos; e os que recebem pontuação acima disso estão adequados, por atenderem aos padrões de engenharia necessários para garantir qualidade de vida e saúde à população. Para a elaboração do relatório, os municípios foram reunidos conforme a população.

Informações: http://www.folhadaregiao.com.br