Sorocaba tem alta no índice de sustentabilidade da limpeza urbana

Professor Resíduo
02:00:PM - 27/Oct/2018
Sorocaba tem alta no índice de sustentabilidade da limpeza urbana
Crédito da foto: Pedro Negrão / Arquivo JCS (11/4/2016)

As notas de Sorocaba no Islu, em razão da limpeza, vêm subindo a cada ano.

27/10/2018| 14h00

Sorocaba recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, nota considerada alta no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (Islu), que mede a aderência dos municípios brasileiros à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), implantada há oito anos. No estudo, elaborado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) em parceria com a consultoria PwC Brasil, a cidade obteve 0,722 em 2018, número maior que o do ano passado, quando alcançou 0,716. Em 2016, o valor atingido foi de 0,719.

O Islu mede a adesão dos municípios brasileiros às metas da legislação. A avaliação é feita a partir do desempenho em quatro dimensões: engajamento, recuperação de recursos coletados, sustentabilidade financeira e impacto ambiental. Assim como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), da Organização das Nações Unidas (ONU), o índice varia entre zero (baixo desenvolvimento) e um (alto desenvolvimento) e analisa os dados oficiais mais recentes disponibilizados pelos próprios municípios no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Até 0,499, o índice é considerado muito baixo; de 0,500 a 0,599, baixo; de 0,600 a 0,699, médio; de 0,700 a 0,799, alto; e de 0,800 em diante, muito alto.

Entre as cidades com mais de 250 mil habitantes da região Sudeste, Sorocaba encontra-se em quinto lugar no ranking, atrás de Niterói, com 0,742; Rio de Janeiro, com 0,733; Santos, com 0,729; e Santo André, com 0,722. “Todas essas cidades têm 100% de seu território atendido pela coleta domiciliar e contam com uma fonte de recursos específica para o serviço, o que permite que façam investimentos e melhorias na qualidade dos serviços”, constata o presidente do Selurb.

No Sudeste, conforme o levantamento, 84% do território é coberto pela coleta de lixo, tornando a região de melhor índice do país. No entanto, somente 51,1% dos resíduos são destinados de forma adequada, em aterros sanitários, e o restante ainda vai para destinos ilegais, como lixões. A pesquisa mostra ainda que, se o Sudeste continuar no ritmo atual, não conseguirá atingir todas as metas ligadas à gestão de resíduos sólidos assumidas durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável. O encontro, realizado em setembro de 2015, estabeleceu metas até 2030.

Se nada mudar, a região só conseguirá reduzir o impacto ambiental de resíduos em 2028, dois anos antes do prazo. Já a meta de reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso, só seria alcançada em 2064, 34 após depois do prazo, conforme cálculo do Islu.

Na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), a melhor nota do índice em 2018 foi alcançada por Jumirim (0,737). Depois, vieram Boituva (0,729), Votorantim (0,726) e, então, Sorocaba (0,719). O estudo, que reuniu 3.337 cidades, não teve dados sobre alguns municípios da RMS: Itapetininga, Tietê, São Roque e Alumínio. Do restante das cidades da região, a maioria ficou ranqueada com taxas médias; a única colocada em nível baixo foi Piedade, com 0,590. A Prefeitura de Piedade foi questionada a respeito do índice, mas não deu informações.

Segundo o assessor técnico da Agência Metropolitana de Sorocaba (AgemSor), da RMS, questões relacionadas aos resíduos sólidos estão na pauta da agência. “Estamos elaborando o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI), estabelecendo macrodiretrizes para a gestão integrada de resíduos sólidos urbanos. Vão ser estabelecidos objetivos, diretrizes e metas metropolitanas.” O PDUI, embora tenha de ser entregue até 2021 para cumprir a legislação, deve ser finalizado até 2019, diz o assessor. Para ele, “a RMS já superou, por exemplo, a questão dos lixões. Hoje nós temos uma região com aterros sanitários devidamente licenciados do ponto de vista ambiental. Mas, obviamente, sabemos que ainda existem situações de descarte irregular”, afirma.

Informações: https://www.jornalcruzeiro.com.br