MG: Prefeitura de Bom Despacho analisa construção de aterro sanitário no município

Professor Resíduo
01:00:PM - 17/Nov/2018
MG: Prefeitura de Bom Despacho analisa construção de aterro sanitário no município
Foto: Rogerio Aderbal/G1

17/11/2018| 13h00

A elaboração de um aterro sanitário está em análise em Bom Despacho e a proposta deve atender não só o município sede, mas também Abaeté, Araújos, Conceição do Pará, Dores do Indaiá, Leandro Ferreira, Luz, Martinho Campos, Moema, Nova Serrana, Perdigão, Pitangui, Pompéu, Quartel Geral, Santo Antônio do Monte.

Atualmente, o descarte de resíduos na cidade é feito em um lixão, uma disposição final de resíduos a céu aberto, sem qualquer planejamento ou medidas de proteção ao meio ambiente e à saúde pública.

Uma lei aprovada em 2010 pelo Congresso criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê a extinção dos lixões em todo o país. A construção de aterros sanitários, que adotam medidas para melhor reaproveitamento de materiais descartados e impedem a contaminação do solo, tem sido a solução encontrada em muitas regiões.

A Prefeitura de Bom Despacho afirmou que já existe um processo de licenciamento, em aberto pela Secretaria de Meio Ambiente, para viabilizar o projeto e que uma das etapas desse processo foi cumprida na quarta feira (14), quando foi realizada uma audiência pública para ouvir a opinião da população.

Durante a audiência, foi apresentado o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projeto. O documento contém informações para análise da viabilidade ambiental de um aterro sanitário pelos órgãos públicos ambientais.

Além disso, a empresa MZB Participações responsável pelo local apresentou o projeto de implantação do aterro para os moradores.

Segundo o EIA apresentado, o aterro terá uma vida útil o de 15,3 anos e atenderá a 269.899 habitantes de Bom Despacho e região.

O aterro devera receber resíduos sólidos provenientes de domicílios, feiras, logradouros públicos, varrição de ruas, estabelecimentos comerciais e resíduos industriais não perigosos, segundo as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O projeto prevê que sejam construídos um sistema de tratamento de líquidos percolados, o chorume, um sistema de drenagem de águas pluviais, um sistema de drenagem de gases e de percolado, um sistema de impermeabilização de células e um sistema de monitoramento ambiental.

Esteiras e um galpão de armazenamento para recebimento de materiais reciclados também devem ser construídos em uma área de 52 hectares, que atualmente é ocupada por pastagem, criação de gado e fragmentos de mata.

A previsão é que o local tenha capacidade total aterrada em final de plano 786.573,40 toneladas de resíduos sólidos.

Segundo a Prefeitura, o aterro ainda não tem data para começar operar, pois é necessário que o licenciamento seja concluído para que isto aconteça. A construção do aterro também não tem prazo para começar.

Informações: G1, https://www.difusorabd.com.br/