Cotonetes de plástico podem sumir do mercado

Professor Resíduo
08:00:AM - 26/Nov/2018
Cotonetes de plástico podem sumir do mercado
(Reprodução)

26/11/2018| 08h00

O planeta está sentindo agora os resultados de anos e anos de descarte irresponsável de plástico na natureza. Os oceanos estão virando verdadeiras ilhas de plástico. Estima-se que 79% do plástico produzido no mundo desde os anos 50 tenha sido jogado em lixões, aterros ou no meio ambiente. A reciclagem ainda não é uma opção viável para muitas pessoas, seja por falta de informação, seja por falta de incentivo do governo.

Um estudo realizado pela companhia britânica Foresight Future of the Sea Report mostra que, anualmente, 8 milhões de toneladas de plástico são jogadas nos oceanos. Até 2025, esse número tende a triplicar.

A substituição de canudos plásticos por canudos biodegradáveis, de papel ou de metal está em pauta há algum tempo. Na teoria, parece tudo simples e perfeito. Na prática, as empresas são resistentes e insistem em dizer que não é lucrativo fazer a substituição – mesmo que em outros países canudos de papel já sejam uma realidade. Em Londres, por exemplo, todas as lojas da Starbucks oferecem canudinhos de papel. Nas unidades de São Paulo, só tem os de plástico.

Os canudinhos, além de poluírem o meio ambiente, interferem no bem estar de animais. No entanto, muitos se esquecem de outra haste de plástico que também faz um estrago: as do cotonete.

Devido a essa situação, um vereador do PSOL, acaba de liberar a proposta que visa acabar com os cotonetes de plástico em São Paulo. A ideia é que a haste seja substituída por materiais biodegradáveis. “A poluição dos oceanos tem sido vista como um grande problema em escala global, pois tem causando danos diretos à fauna marinha (…) A situação, como se vê, é grave e, tendo-se em conta que os danos à saúde humana causados pelas altas quantidades de plásticos ainda não são plenamente conhecidos, há que se ter muita atenção a este tema”, defende o político.

O projeto foi enviado à Comissão de Constituição e à Justiça da Câmara Municipal de São Paulo. Se aprovado, ele segue para votação na Câmera.

Informações: https://capricho.abril.com.br