Lixo nos mares: golfinho morre após lacre de plástico prender sua boca

Professor Resíduo
01:00:PM - 07/Dec/2018
Lixo nos mares: golfinho morre após lacre de plástico prender sua boca
Fotos/Instituto Biopesca

07/12/2018| 13h00

Espécie foi encontrada com lixo no estômago e prendendo a boca

Pescadores capturaram acidentalmente um golfinho da espécie toninha com um lacre de garrafa preso na boca, na Praia Grande, litoral paulista, no sábado (1).

Segundo veterinários do Instituto Biopesca, que monitoram as praias da região, o animal estava bem abaixo do peso médio e doente.

Além de desnutrida, a toninha também estava com pneumonia e com gastrite por conta de pedaços de plástico que ingeriu. A veterinária explica que o lixo costuma ter relação com os casos de animais encontrados mortos no mar ou encalhados na praia.

Os veterinários do Biopesca já retiraram do estomago de tartarugas e golfinhos pedaços de isopor, linhas de pesca, pedaço de canudo e também lacres.

"Se o lacre chegou até esse animal é porque quem utilizou a garrafa não fez o descarte corretamente. A culpa é direta do ser humano e as pessoas têm responsabilidade sobre o seu lixo", orienta a veterinária.

O lixo e a pesca acidental são os principais fatores para a redução do número de exemplares. O Biopesca registrou 300 casos de toninhas mortas na praia nos últimos três anos. Por pesca acidental, foram 320 casos nos últimos 18 anos.

Além do impacto da ação humana, a espécie está em extinção, pois existem cinco diferentes populações que vivem sem interação. Isso contribui para que seja registrado um número cada vez menor de exemplares.

A toninha é encontrada desde o Espírito Santo até a costa Argentina passando pelo Uruguai.

O instituto Biopesca tem uma parceria com pescadores do litoral paulista para orientar sobre a pesca acidental. Os animais que ficam presos nas redes são encaminhados para os veterinários para que sejam monitorados e estudados.

"Os pescadores estão na mesma região de alimentação de várias espécies marinhas. Os animais vulneráveis tentam ficar bem próximos das redes para tentar se alimentar e ficam presos", explica a veterinária do Instituto Biopesca.

Informações: https://noticias.r7.com