Retrato após fechamento do Lixão da Estrutural

Professor Resíduo
08:30:AM - 24/Jan/2019
Retrato após fechamento do Lixão da Estrutural
Foto: Marília Marques/G1

24/01/2019| 08h30

Passado um ano desde o fechamento do Lixão da Estrutural, em Brasília, as montanhas de lixo que chegavam a 55 metros de altura já não existem mais. Toneladas de resíduos foram cobertas por terra e concreto.

Desde o início de 2018, o vai e vem de catadores deu lugar às máquinas pesadas que, agora, descarregam milhares de quilos de entulhos e rejeitos da construção civil no local.

Especialistas falam sobre o impacto da decomposição desse material no meio ambiente e o Ministério Público – autor da ação que culminou no encerramento das atividades – falou sobre o "não cumprimento integral da decisão."

A primeira mudança já é notada no protocolo de entrada no lixão. Antes com acesso livre para mais de mil catadores, o antigo Aterro do Jóquei agora tem fiscais de pátio espalhados por toda a extensão do depósito.

A função desses agentes é monitorar se a decisão judicial que determinou o fechamento do lixão e que também impede o acesso de pessoas não credenciadas está sendo cumprida. Quando identificam catadores no local, os vigilantes comunicam à direção.

Desde janeiro de 2018, o vai e vem no antigo lixão da Estrutural é só de caminhões e maquinário pesado. Os veículos entram carregados de entulho, centenas por dia. Os motoristas precisam de autorização para descarregar e, ao chegar, são obrigados a pesar o material.

Após a avaliação na balança, os restos de construção passam por uma área de "deslona", que existe para mostrar aos fiscais, o conteúdo da carga. No terreno só é aceitável até 10% de outros materiais – que não restos de construção – misturados ao concreto.