Lixo eletrônico será matéria-prima das medalhas das olimpíadas de 2020

Professor Resíduo
08:00:AM - 11/Feb/2019
Lixo eletrônico será matéria-prima das medalhas das olimpíadas de 2020
https://www.flickr.com/photos/eyesplash/4358893354/

11/02/2019| 08h00

Tóquio se prepara para as olimpíadas de 2020. Quer deixar um legado. Em 2016, o comitê revelou seus planos de produz 5.000 medalhas apenas com produtos reciclados. Agora o Japão diz que está muito próximo de atingir a meta, graças ao apoio de cidadãos e empresas.

O país já coletou 48 toneladas de lixo eletrônico, dentro deste montante tem mais de 5 milhões de smartphones — apenas o ouro e prata contidos nesses aparelhos correspondem a 16% e 22%, respectivamente, da oferta global dos materiais.

Toda esta quantidade de lixo foi recolhida pelas prefeituras japonesas e os milhões de smartphones foram entregues por consumidores nas lojas da operadora NTT Docomo.

A meta do comitê de juntar 2.700 kg de cobre (material usado para fazer a medalha de bronze) foi alcançada em junho do ano passado. Por enquanto, a meta de ouro está em 93,7% (a quantidade que eles querem alcançar é 30,3 kg), enquanto a meta de prata está em 85,4% (a quantia necessária é de 4.100 kg).

Não está muito longe do comitê organizador alcançar as metas, mas baseado no tanto de lixo eletrônico que já foi coletado, é bem capaz que eles alcancem isso até 31 de março, quando acaba o período de coleta. A ideia é que os modelos das medalhas tanto das Olimpíadas como das Paralimpíadas sejam reveladas agora no meio do ano.

Para não ser completamente injusto com as Olimpíadas do Rio, cerca de 30% das medalhas de bronze e prata foram feitas com material reciclado. No entanto, o Japão deve ficar marcado como o primeiro país a sediar os jogos e ter medalhas 100% feitas de itens reciclados.