Rio terá primeira usina do país que transforma lixo em eletricidade

Professor Resíduo
08:00:AM - 16/May/2019
Rio terá primeira usina do país que transforma lixo em eletricidade
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16/05/2019| 08h00

A tecnologia permite queimar o lixo sem afetar o meio ambiente. Projeto está orçado em R$ 500 milhões e será bancado pela iniciativa privada

A Prefeitura do Rio recebeu, na quarta-feira (15), uma licença para a construção de uma usina capaz de transformar lixo em eletricidade.

O Instituto Estadual do Ambiente concedeu a licença ambiental prévia para a instalação de uma Unidade de Valorização Energética de Resíduos no EcoParque do Caju, na Zona Portuária.

A usina irá transformar 1300 toneladas de lixo domiciliar, por dia, em energia. A produção energética vai gerar economia de cerca de R$ 9 mil por hora.  De acordo com a Prefeitura, por meio de tratamento térmico, esse material poderá gerar 30 megawatts de energia elétrica, capaz de abastecer 120 mil domicílios, beneficiando quase meio milhão de pessoas.

Segundo o prefeito do Rio, essa é a primeira iniciativa do tipo na América do Sul.

Para o presidente da Comlurb, a medida irá reduzir em 14% o volume de lixo recolhido diariamente no município.

Para a diretora-presidente da Ciclus, empresa responsável pela operação do aterro de Seropédica e também pela construção da nova usina, a iniciativa faz parte de um conjunto de soluções para minimizar o lixo que vai para o aterro.

As obras vão custar cerca de 500 milhões de reais e serão financiadas por um banco de fomento. A previsão de conclusão está prevista para 3 anos.

O estado do Rio de Janeiro vai receber a segunda usina termoelétrica do país. As instalações devem ser construídas no bairro do Caju, Região Portuária da capital fluminense.

A licença para a realização da obra foi concedida pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, por meio do Instituto Estadual do Ambiente, o Inea.

De acordo com o executivo fluminense, a usina em pleno funcionamento representa evitar, na prática, 68 viagens de caminhões ao aterro sanitário de Seropédica, reduzindo a emissão em mais de 4 toneladas diárias, a emissão de CO2 na atmosfera.

A secretária de estado do Ambiente e Sustentabilidade diz que o projeto representa um ganho ambiental para o estado.