ES: plano prevê fim dos lixões em 20 anos

Professor Resíduo
09:00:AM - 23/Sep/2019
ES: plano prevê fim dos lixões em 20 anos
Foto: Chico Guedes

23/09/2019| 09h00

Nesta quinta-feira (26/09) será apresentado ao governo do Estado do Espírito Santo, o Plano Estadual de Resíduos Sólidos, com metas definidas para os próximos 20 anos, que prevê o fim dos lixões e aterros inadequados no estado nos próximos quatro anos, e uma ampliação de 28% para 40% na cobertura da coleta seletiva, no mesmo período. O plano foi elaborado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) por meio de contrato com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos (Seama) e já está em vigor, segundo a secretaria.

Segundo o documento, o estado possuía, em dezembro do ano passado, 10 áreas inadequadas para destinação de lixo, entre lixões e aterros controlados. Atualmente, há cinco aterros sanitários que recebem resíduos de quase todos os municípios.

Para a eliminação desses espaços, o projeto prevê soluções como a desburocratização dos processos de licenciamento para criação de novos aterros sanitários, a organização dos municípios em consórcio para destinação correta dos resíduos e a criação de linhas de crédito para instalação de novos aterros, explica o coordenador-geral da elaboração do plano e professor do departamento de Engenharia Ambiental da Ufes.
Segundo ele, “para cada obstáculo levantado, o plano traz uma série de estratégias a serem adotadas para removê-los. Caberá ao estado fomentar a busca por essas soluções.”

Entre as ações previstas para ampliar e melhorar a coleta, tratamento e destinação adequada dos resíduos também estão a criação de incentivos fiscais por parte do governo para atração de indústrias recicladoras e apoio financeiro aos municípios.

Em 20 anos, a expectativa é que 100% das cidades tenham sistema de coleta seletiva e que ele alcance toda a população do estado. Há metas intermediárias para cada quatro anos, que serão acompanhadas e reavaliadas.

A Sema ressalta que o plano contribuirá para a “promoção da participação efetiva da sociedade capixaba, princípio fundamental de gestão social, que possibilitará o estabelecimento de políticas públicas mais objetivas e decisivas para o tema.”