Estudo afirma que Caribe é o país que produz mais resíduos plásticos por habitante

Professor Resíduo
12:00:PM - 24/Sep/2019
Estudo afirma que Caribe é o país que produz mais resíduos plásticos por habitante
Fotos: Caroline Power

24/09/2019| 12h00

Começando por uma das menores ilhas do Caribe, Santa Lúcia gera quatro vezes mais lixo plástico por pessoa do que a China, o maior poluidor do mundo em termos absolutos.

Em 2016, o total de resíduos plásticos no mundo chegou a 242 toneladas. A China é o país que mais produz lixo plástico no mundo, com quase 60 milhões de toneladas. Em seguida estão os Estados Unidos (38 milhões), a Alemanha (14,5 milhões) e o Brasil, com 12 milhões de toneladas.
Uma pesquisa recente realizada por economistas mostrou dados alarmantes. Embora a maior poluição plástica em números absolutos venha dos países asiáticos, a região com mais resíduos plásticos por habitante é o Caribe.

Entre os 30 maiores poluidores por habitante do mundo, dez são países do Caribe: Trinidad e Tobago, Antígua e Barbuda, São Cristóvão e Nevis, Guiana, Barbados, Santa Lúcia, Bahamas, Granada, Anguila e Aruba. Todos os anos, esses países geram mais detritos plásticos do que o peso de 20 mil ônibus espaciais.

Trinidad e Tobago é o país que mais produz lixo plástico por habitante no mundo. São quase 2 kg por dia. Estima-se que pelo menos 190 gramas desses resíduos vão parar no oceano, devido ao descarte inadequado.

O gerenciamento ineficiente é a principal causa da poluição por lixo plástico no Caribe. Um estudo mostrou que, todo ano, quase 350 toneladas de resíduos deixam de ser coletados. Por conta disso, 22% das residências descartam os plásticos diretamente em rios ou no oceano, ou em locais onde serão levados pela água.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), 92% do lixo marinho no Caribe vem de fontes terrestres, em comparação com a média global de 80%. O Programa também mostrou que, entre 2006 e 2012, quase 4 milhões de detritos plásticos foram removidos de regiões costeiras e subaquáticas.

Iniciativas como o aprimoramento na gestão de sistemas de coleta de lixo, reciclagem e aterros sanitários podem evitar que o descarte de plástico triplique até 2060, de acordo com um estudo da Ocean Cleanup Foundation.