Florianópolis adere cada vez mais as práticas sustentáveis

Professor Resíduo
09:00:AM - 26/Sep/2019
Florianópolis adere cada vez mais as práticas sustentáveis
(Foto: Divulgação)

26/09/2019| 09h00

Cidade modelo em diversos aspectos, Florianópolis também é destaque quando o assunto é sustentabilidade. Empresas com esse perfil são cada vez mais comuns na ilha. Um exemplo é a Reuse, empresa que começou produzindo um modelo de canudo de inox e, menos de um ano depois, já oferece diversos outros produtos, que em comum têm o objetivo de incentivar mudanças.

Inicialmente, a proprietária da loja achou que poderia ser tachada de ‘ecochata’, mas achou importante criar alternativas. “Nossa proposta é ser um facilitador: aquela ação não vai mudar muito nosso dia a dia, mas possibilita aos poucos uma mudança maior, conforme tomamos gosto e nos conscientizamos.”

Até chegar ao canudo de inox, a empresária estudou diversas outras possibilidades como vidro, mas achou arriscado, por crianças terem contatos. “Pensei também no bambu, mas seria mais úmido. Lembrei então da bomba de chimarrão, que é de inox, um material utilizado em talheres, que é higiênico e suporta altas temperaturas.”

A empresária ainda se surpreende com os resultados. O primeiro lote, em abril de 2018, tinha apenas 80 canudos, vendidos principalmente para amigos. Pouco mais de um ano depois, calcula que já venderam mais de 15 mil canudos.

Na época, segundo ela, praticamente não havia concorrência. Com a aceitação rápida do público e a proibição de canudos de plástico em diversas cidades, sabia que o número de empresas fabricando cresceria. Decidiu apostar em exclusividade: foi atrás de ourives para personalizar o canudo com o nome da empresa. Buscou artesãos para produzir cases para guardar o canudo e também buscou uma opção de escova para fazer a limpeza.

Além disso, a empresa nunca parou no primeiro produto. Depois do tradicional canudo reto introduziram outro com um bico de silicone, para bebidas quentes. Ao estudar o mercado, também perceberam que algumas pessoas têm dificuldade de utilizar o modelo reto, então pensaram em um curvado.

Em breve deve lançar um hashi de inox, para substituir o descartável, que é de madeira, mas vem em uma embalagem plástica.

Outra preocupação dos empresários foi a apresentação dos produtos: “nos preocupamos com a ‘carinha’ deles, em trazer uma apresentação agradável”, comenta.

Também começou a investir em pontos de venda, sendo que os primeiros eram com produtos consignados. “Sabíamos que era uma novidade, que os comerciantes teriam receio, então deixávamos sem a obrigação da venda, mas acreditando que iria vender. Hoje já são 40 pontos de venda só em Florianópolis”, comemora a empresária, que prevê um crescimento ainda maior para a empresa, embora prefira focar no trabalho constante e aguardar os resultados de forma orgânica. “Acho que a gente nunca pensa a proporção que pode tomar. Às vezes somos tão inseguros nas ideias e outras vezes temos certeza que vai dar certo e podemos nos frustrar. Melhor é colocar em prática e ir tentando, sem se deslumbrar demais, mas também ser ter medo”, finaliza.