Timbó prioriza reciclagem e destinação do lixo

Professor Resíduo
11:00:AM - 25/Nov/2019
Timbó prioriza reciclagem e destinação do lixo
Foto: Pancho

Equipamento de triagem do lixo reciclável começou a funcionar na quinta-feira

25/11/2019| 11h00

Mudanças importantes estão em curso em Timbó e envolvem 14 municípios da região do Médio Vale do Itajaí. A inauguração da primeira fase operacional do Parque Girassol marca o início de uma ação conjunta pela coleta e destinação correta do lixo que produzimos diariamente e que até agora tinha, em grande parte, como destino o aterro sanitário.

Na última quinta, 21, foi inaugurada no bairro Araponguinhas a Central de Valorização de Resíduos I (CVR I), primeiro módulo de operação do parque. É nela que o lixo reciclável, que agora passa a ser coletado nos 14 municípios, será separado, prensado e vendido por uma associação de prestadores de serviço de reciclagem que vai comandar a triagem. São mais de mil toneladas por mês.

No mesmo dia foi lançada a licitação para a compra de equipamentos que vão transformar o que sobrar do material reciclável em material termoplástico. Com ele é possível fabricar tijolos, placas, bancos e mesas. Esses produtos serão aproveitados nas praças e espaços públicos das 14 cidades que se uniram em consórcio.

Sacolas amarelas estão sendo distribuídas em todos os municípios do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi) que integram o Parque Girassol. É nela que o material reciclável deverá separado. A maioria dos municípios não contava até então com coleta seletiva e a ação vai ajudar também a conscientizar os moradores sobre a necessidade de separar o lixo em casa.

Parque Girassol não é somente o novo nome do Aterro Sanitário que já foi de Timbó e agora é do consórcio. É sim uma nova maneira de resolver o problema da destinação correta do lixo e não se restringe à separação e aproveitamento do que pode ser reciclado.

Depois da CVR I, o Cimvi vai investir na construção de outro galpão — que vai abrigar a CVR II — e na compra de equipamentos para erguer uma usina de biogás. Com isso será possível aproveitar o potencial que o lixo orgânico tem e que ainda é muito pouco explorado em todo o país.

Em vez de ir para o aterro, esse lixo será triturado, queimado e transformado em energia elétrica. A iniciativa, além de dar destino nobre ao que antes só servia para poluir, vai gerar descontos nas contas de luz das prefeituras.

Segundo o diretor executivo do Cimvi, a queima do lixo orgânico ainda gera resíduo. E até mesmo ele pode ser aproveitado para, por exemplo, produzir adubo. O material será usado nos canteiros públicos e hortas comunitárias pelas prefeituras das 14 cidades que ajudam a bancar o projeto. Essa segunda parte do projeto deve começar a funcionar em 2020.

Uma parte do lixo ainda será destinada ao aterro sanitário, que também integra o Parque Girassol. Mas é uma quantidade bem menor do que a atual.

Estima-se que o volume futuro corresponda a no máximo de 15% a 20% do que hoje vai para no aterro sanitário. Os morros de lixo se formarão mais lentamente, haverá menos chorume para tratar.

Apesar de não estar concluído, o Parque Girassol está aberto à visitação desde março deste ano. Nesse período mais de 3 mil pessoas já conheceram a estrutura, a maior parte delas estudantes dos 14 municípios que fazem parte do consórcio.

O parque possui exposições com obras de arte feitas com material reciclável e vídeo sobre a estrutura do parque e a necessidade de termos consciência sobre o impacto do lixo nas nossas vidas. Existe também, uma trilha ecológica com cerca de 400 metros onde identificam a fauna e flora da nossa região e aprendem um pouco mais sobre o meio ambiente.

Dos municípios que fazem parte do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi) somente Gaspar optou por ficar fora do parque e adotar sistema próprio. No total, mais de 277 mil pessoas serão beneficiadas com todo o sistema de coleta e destinação do lixo.